Maçã na nuvem: iCloud é a sobremesa no WWDC

Atenção, gadgeteiros de plantão (especialmente os Apple-maníacos). Se você tem um iPhone, um Mac, um iPad e um iPod (ou qualquer subconjunto desses), e está cansado de ter que transferir suas músicas, fotos e apps de um para o outro, seus problemas acabaram (bom, eles acabarão exatamente em setembro/outubro).

Como já tinha sido antecipado aqui pela turma do guladigital.com, foi anunciado hoje na WWDC o iCloud, o serviço de sincronização que vem para institucionalizar o compartilhamento entre dispositivos no mundo Apple. Para quem conhece, funciona de forma muito parecida com o Dropbox, porém por trás das câmeras: sem que você tenha que fazer nada, o iCloud já sincroniza todas as informações entre seus dispositivos Apple (aparentemente, funciona para PCs também!). Mas peraí: isso não é o MobileMe?

Sim, parece muito. A diferença é que ele ganhou muitas funções entre aparelhos e mudou seu preço. A regra do jogo é a seguinte: a história de emails, contatos e eventos de calendário continua a mesma, mas agora configurações de usuário, aplicativos, documentos do iWork, fotos da câmera e até backup do seu iPhone também vão para os servidores da Apple – e fica acessível de qualquer outro iDevice. Editou um contato no telefone? Bum, tá atualizado no iPad. Comprou uma música no iPad? Bum, está no telefone. Editou sua planilha no Numbers de seu Mac? Bum, atualizado no iPad para mostrar na reunião. Vocês estão falando sério? Acredite, sim. O novo preço? Tudo free. A Apple reservou 5GB de espaço (2,5x mais que o Dropbox) pra você – e isso não conta músicas, fotos, livros ou aplicativos – é somente para seus arquivos pessoais.

Com isso, morre o MobileMe – que nunca decolou e ainda custava a bagatela de U$99 ao ano. São 100 dólares de serviços que a Apple te dá de graça com um nomezinho mais interessante.

E aqui entra uma novidade: faltou alguma música na sua biblioteca? Pode fazer download denovo diretamente no seu iDevice. Algo que não era possível antes e até proibido pela Apple (quantas vezes não recebi aquela mensagem chata do iTunes pra fazer backup). Mas tenho certeza que vocês devem estar com a grande pergunta chave na cabeça: mas e as músicas que eu não comprei no iTunes, que por exemplo, transferi dos meus CDs (e outros meios que-não-devemos-citar)? Ahá. Senhores e senhores, conheçam o iTunes Match.

* Vitor Mendonça contribuiu para esse post.

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