Invenção brasileira vai ajudar deficientes visuais a ver a cor do dinheiro

Vejam só um exemplo de tecnologia e empreendedorismo genuinamente “do bem”. Uma start-up brasileira, fundada por dois jovens engenheiros de computação de São Paulo, está desenvolvendo o primeiro identificador de cédulas nacional, chamado Auire Prisma, com o objetivo de ajudar deficientes visuais a saber (por meio de um aviso sonoro) quanto dinheiro eles têm em mãos.
O esforço é realmente louvável e tem mercado. Segundo a ONU, são 650 milhões as pessoas com deficiência no mundo, mas 80% delas estão em países subdesenvolvidos. E é aí que a coisa pega, pois apesar de serem apetrechos até comuns em países ricos, identificadores de cores chegam aqui a um preço salgadíssimo – algo como R$ 1.200 por unidade. Segundo o criador, Fernando Gil, a versão brasileira sairá por um terço desse valor.
O funcionamento do aparelho é bem simples: pressionando-se um botão, o dispositivo emite uma luz para iluminar o objeto e o nome da cor (ou o valor da nota) é falado em voz alta. Confira o vídeo a seguir!
Bacana né? Mas aí que vem a dura realidade. Apesar de a idéia ter sido elogiada na mídia – Folha de São Paulo, Época, Exame – e até apresentada no TED, ela ainda corre o risco de não sair do papel por falta de recursos.
E para resolver isso, a Auire está recorrendo ao modelo crowdfunding de financiamento: atráves do site Benfeitoria.com, estão recebendo doações de interessados, com o compromisso de enviar um aparelho para toda pessoa que contribuir com mais de R$400, além de manter a ideia livre de patentes (será lançada sob licença Creative Commons).
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